Entenda a luta das ocupas

Por que os estudantes secundaristas ocupam as escolas?

As ocupações são os instrumentos que os estudantes encontraram para ter visibilidade e fazer valer a sua voz e sua posição em relação às mudanças que vem sendo anunciadas pelo Governo Federal e o MEC que atingem a educação e toda a população brasileira.

E quais são as pautas das ocupações?

Basicamente as ocupações estão fazendo o enfrentamento a três medidas que estão sendo pautadas pelo Governo Federal e Congresso Nacional (Câmara dos Deputados e Senado):

PEC 241 – A Proposta de Emenda Constitucional 241, estabelece um novo regime fiscal que atinge diretamente o investimento em áreas como a educação e saúde pelo período de 20 anos. Isso pode repercutir sobre o número de vagas nas escolas e universidades, atendimento dos hospitais e postos de saúde públicos, para além de queda de recursos para as manutenções estruturais necessárias. Os prejuízos também recaem sobre o serviço público, afetando a sua qualidade no atendimento à população e as condições de trabalho dos servidores públicos. Ela também afetará o reajuste do salário mínimo. Enquanto isso o principal responsável pelos gastos do governo, o pagamento de juros e serviços da dívida pública, permanece intacto, sem previsão de teto, sem auditoria, mantendo os interesses de banqueiros e rentistas que se beneficiam dessa dívida. Clique aqui se quiser aprofundar mais sobre o assunto.

MP 746 – A Medida Provisória 746, altera os pontos principais da escola pública como contratação de professores, ensino integral obrigatório, eliminação da obrigatoriedade de disciplinas,  flexibilização da exigência de formação profissional dos professores, mudança radical na dinâmica da escola pública e tudo isso sem antes, resolver os problemas mais urgentes de toda a rede como a falta de merenda, professores e livros, enquanto sobram estudantes nas salas de aula superlotadas, sobram obras inacabadas, sobram salas de aula sem a infraestrutura adequada, entre tantos outros problemas. Sobre o conteúdo, a reforma do MEC tem um objetivo central – reduzir a aprendizagem dos estudantes aos ditames do mercado e fomentar a privatização das escolas e a terceirização de seus profissionais. Clique aqui se quiser aprofundar mais sobre o assunto.

Os projetos da chamada “Escola Sem Partido”–  uma ostensiva iniciativa da direita brasileira que visa garantir a hegemonia do ideário conservador construído e amplamente difundido pelos aparelhos ideológicos do capitalismo brasileiro. A ideia é eliminar qualquer dimensão crítica, reflexiva da formação dos estudantes que inclusive possam estimular a sua relação com a diversidade humana. Por isso temas como gênero, classes sociais, etnia e raça, sexualidade, religiosidades estão sendo atacados pelos projetos tentando excluí-los dos currículos escolares, bem como iniciar uma perseguição e criminalização de professores e professoras. Clique aqui se quiser aprofundar mais sobre o assunto.

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